Certamente, o sucesso do tratamento de queimaduras complexas atualmente não depende apenas da cicatrização, mas também da capacidade de restaurar a estrutura e a função dos tecidos da forma mais próxima possível do estado original.
Afinal, queimaduras profundas desencadeiam uma resposta inflamatória intensa, comprometem a vascularização local e frequentemente resultam em fibrose e cicatrização de baixa qualidade. Mesmo quando o fechamento da lesão é alcançado, muitos pacientes podem apresentar retrações cicatriciais, limitações funcionais e alterações estéticas importantes.
Entenda!
O SVF (Stromal Vascular Fraction) é obtido a partir do tecido adiposo e contém uma população heterogênea de células regenerativas, incluindo células-tronco mesenquimais, células endoteliais, pericitos e outros componentes envolvidos na reparação dos tecidos. Essa diversidade biológica é considerada uma de suas principais vantagens.
De acordo com uma revisão publicada na revista Human Cell, essa fração vascular estromal pode favorecer o reparo de queimaduras por meio de três etapas:
A fase inflamatória prolongada está associada a piores desfechos cicatriciais. O estudo mencionado acima, por exemplo, demonstra que o SVF participa da regulação de citocinas e da resposta imune local, contribuindo para a redução da inflamação excessiva e criando condições mais favoráveis para a regeneração.
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A formação de novos vasos sanguíneos é fundamental para fornecer oxigênio e nutrientes ao tecido lesionado. Pesquisas experimentais observaram aumento da vascularização após a aplicação de SVF, associado à maior expressão de fatores de crescimento relacionados à angiogênese, como o VEGF (Vascular Endothelial Growth Factor).
A recuperação da barreira cutânea depende da migração e proliferação celular. Tanto o estudo publicado na Human Cell (2022) quanto outro disponível na Archives of Dermatological Research (2022) em modelos de queimaduras mostraram que o SVF pode contribuir para acelerar a reepitelização e melhorar a organização do tecido regenerado.
Ou seja, a qualidade da regeneração depende do equilíbrio entre inflamação, formação de novos vasos sanguíneos e remodelamento dos tecidos. Isso está presente em diferentes tipos de lesão, desde feridas traumáticas até queimaduras complexas.
Os mecanismos observados em pesquisas experimentais, como a modulação da inflamação, o estímulo à angiogênese e o favorecimento da reepitelização, também vêm sendo investigados em estudos clínicos com pacientes. Os resultados publicados até o momento reforçam o potencial da SVF para promover não apenas o fechamento das lesões no tratamento de queimaduras complexas, mas uma regeneração tecidual de melhor qualidade.
A revisão sistemática publicada na Archives of Dermatological Research avaliou o uso do SVF em diferentes tipos de feridas e encontrou resultados animadores em indicadores relacionados ao reparo tecidual, incluindo redução do tempo de cicatrização e melhora da reepitelização. Esses achados sugerem que os benefícios observados em estudos laboratoriais e pré-clínicos podem levar a resultados superiores.
Essa mesma tendência foi observada em um estudo clínico randomizado com pacientes portadores de queimaduras de terceiro grau. Os pesquisadores identificaram melhora na qualidade da pele regenerada após a aplicação do SVF, incluindo:
A obtenção do SVF é um fator determinante para o potencial regenerativo do material utilizado.
A técnica One STEP® permite que os médicos obtenham, no próprio procedimento, um material autólogo rico em células regenerativas para realização do transplante celular. Além disso, utiliza o comprimento de luz exclusivo LifeLight, desenvolvido para preservar a integridade celular durante a coleta.
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Dados comparativos mostram que esse processo pode alcançar até 98% de viabilidade celular, favorecendo a preservação de adipócitos e células com potencial regenerativo superior quando comparado a métodos tradicionais de obtenção. Tal característica é determinante para o tratamento de queimaduras complexas, uma vez que viabiliza uma maior qualidade biológica do enxerto celular.
Está avaliando a habilitação na One STEP®? Leia também o artigo “Procedimentos com One STEP® estão no Rol da ANS?” e entenda como esse tema pode impactar a sua estratégia de implementação da técnica.
Afinal, queimaduras profundas desencadeiam uma resposta inflamatória intensa, comprometem a vascularização local e frequentemente resultam em fibrose e cicatrização de baixa qualidade. Mesmo quando o fechamento da lesão é alcançado, muitos pacientes podem apresentar retrações cicatriciais, limitações funcionais e alterações estéticas importantes.
Entenda!
Como o SVF atua nas etapas-chave do reparo tecidual?
O SVF (Stromal Vascular Fraction) é obtido a partir do tecido adiposo e contém uma população heterogênea de células regenerativas, incluindo células-tronco mesenquimais, células endoteliais, pericitos e outros componentes envolvidos na reparação dos tecidos. Essa diversidade biológica é considerada uma de suas principais vantagens.
De acordo com uma revisão publicada na revista Human Cell, essa fração vascular estromal pode favorecer o reparo de queimaduras por meio de três etapas:
Modulação da inflamação
A fase inflamatória prolongada está associada a piores desfechos cicatriciais. O estudo mencionado acima, por exemplo, demonstra que o SVF participa da regulação de citocinas e da resposta imune local, contribuindo para a redução da inflamação excessiva e criando condições mais favoráveis para a regeneração.
➡︎ Veja também: como as terapias regenerativas evitam amputações de pé diabético?
Estímulo à angiogênese
A formação de novos vasos sanguíneos é fundamental para fornecer oxigênio e nutrientes ao tecido lesionado. Pesquisas experimentais observaram aumento da vascularização após a aplicação de SVF, associado à maior expressão de fatores de crescimento relacionados à angiogênese, como o VEGF (Vascular Endothelial Growth Factor).
Favorecimento da reepitelização
A recuperação da barreira cutânea depende da migração e proliferação celular. Tanto o estudo publicado na Human Cell (2022) quanto outro disponível na Archives of Dermatological Research (2022) em modelos de queimaduras mostraram que o SVF pode contribuir para acelerar a reepitelização e melhorar a organização do tecido regenerado.
Ou seja, a qualidade da regeneração depende do equilíbrio entre inflamação, formação de novos vasos sanguíneos e remodelamento dos tecidos. Isso está presente em diferentes tipos de lesão, desde feridas traumáticas até queimaduras complexas.
O que mostram os estudos clínicos?
Os mecanismos observados em pesquisas experimentais, como a modulação da inflamação, o estímulo à angiogênese e o favorecimento da reepitelização, também vêm sendo investigados em estudos clínicos com pacientes. Os resultados publicados até o momento reforçam o potencial da SVF para promover não apenas o fechamento das lesões no tratamento de queimaduras complexas, mas uma regeneração tecidual de melhor qualidade.
A revisão sistemática publicada na Archives of Dermatological Research avaliou o uso do SVF em diferentes tipos de feridas e encontrou resultados animadores em indicadores relacionados ao reparo tecidual, incluindo redução do tempo de cicatrização e melhora da reepitelização. Esses achados sugerem que os benefícios observados em estudos laboratoriais e pré-clínicos podem levar a resultados superiores.
Essa mesma tendência foi observada em um estudo clínico randomizado com pacientes portadores de queimaduras de terceiro grau. Os pesquisadores identificaram melhora na qualidade da pele regenerada após a aplicação do SVF, incluindo:
- Aumento da espessura da epiderme recém-formada
- Melhor capacidade de termorregulação
- Menor perda transepidérmica de água
Onde a técnica One STEP® se diferencia no tratamento de queimaduras complexas?
A obtenção do SVF é um fator determinante para o potencial regenerativo do material utilizado.
A técnica One STEP® permite que os médicos obtenham, no próprio procedimento, um material autólogo rico em células regenerativas para realização do transplante celular. Além disso, utiliza o comprimento de luz exclusivo LifeLight, desenvolvido para preservar a integridade celular durante a coleta.
➡︎ Entenda como a medicina regenerativa se beneficia da LifeLight
Dados comparativos mostram que esse processo pode alcançar até 98% de viabilidade celular, favorecendo a preservação de adipócitos e células com potencial regenerativo superior quando comparado a métodos tradicionais de obtenção. Tal característica é determinante para o tratamento de queimaduras complexas, uma vez que viabiliza uma maior qualidade biológica do enxerto celular.
Está avaliando a habilitação na One STEP®? Leia também o artigo “Procedimentos com One STEP® estão no Rol da ANS?” e entenda como esse tema pode impactar a sua estratégia de implementação da técnica.
