Artrose precoce em mulheres: o impacto das alterações hormonais, da obesidade e da perda muscular
Equipe One STEPEquipe One STEP
Ortopedia

Artrose precoce em mulheres: o impacto das alterações hormonais, da obesidade e da perda muscular

Pacientes na faixa dos 40 anos chegam ao consultório com dor persistente, rigidez e perda de função, contrariando a ideia de que a doença é apenas uma consequência da idade. Em matéria publicada no UOL, o Dr. Lucas Leite, ortopedista parceiro da One STEP®, lembra que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 60% dos casos ocorrem em mulheres.
Mas, por que a artrose precoce em mulheres é tão frequente? A resposta envolve vários fatores. Hormônios, peso corporal e massa muscular se combinam com genética, sedentarismo e lesões prévias.

Confira!

Alterações hormonais: qual o papel do estrogênio?


Uma revisão sobre envelhecimento e estrogênio na osteoartrite aponta que a artrose radiográfica de joelho é três vezes mais comum em mulheres de 45 a 64 anos do que em homens da mesma faixa etária. A cartilagem é um tecido sensível ao estrogênio, que ajuda a conter a inflamação e favorece a produção de colágeno e proteoglicanos pelos condrócitos. Com a queda hormonal do climatério, essa proteção diminui.
Já uma revisão sobre o status hormonal na meia-idade mostra que a doença atinge 18% das mulheres acima de 60 anos. Quanto à terapia hormonal, os estudos são conflitantes. Afinal, alguns indicam proteção articular, enquanto outros apontam maior risco de artroplastia. A reposição, portanto, não deve ser vista como estratégia isolada.


➡ Confira “Terapias celulares e biomateriais na ortopedia: quando utilizar cada abordagem?”

A obesidade é apenas uma sobrecarga mecânica?


Não. Uma revisão sobre obesidade, inflamação e sistema imune indica que o excesso de peso dobra o risco de artrose sintomática no decorrer da vida, tanto em joelhos quanto em mãos.
O tecido adiposo libera adipocinas e sustenta uma inflamação de baixo grau, com participação de macrófagos e linfócitos na sinóvia. Isso explica por que articulações que não sustentam peso também são afetadas.

Perda muscular e saúde óssea na menopausa


Para o Dr. Lucas Leite, os músculos funcionam como amortecedores naturais, estabilizam o movimento e distribuem as cargas. Com menos massa muscular, a cartilagem recebe mais impacto.


Quando essa musculatura enfraquece, as articulações ficam mais expostas ao desgaste, por isso, manter ou recuperar a massa muscular com exercícios de força é uma das formas mais eficazes de proteger joelhos e quadris.


O médico complementa ao afirmar que esse quadro não está relacionado apenas ao uso excessivo de uma articulação.

Quais sinais não devem ser ignorados?


Rigidez ao acordar, sensação de travamento, estalos frequentes e dificuldade para agachar ou subir escadas merecem investigação. Segundo o Dr. Lucas Leite, esses sintomas costumam ser atribuídos ao cansaço ou à idade, atrasando a avaliação. O diagnóstico combina exame clínico e radiografia, com ressonância magnética em alguns casos e exames laboratoriais para descartar doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide.

➡ Entenda como a medicina regenerativa se beneficia da LifeLight

O que mudou no que diz respeito à prevenção e ao tratamento?


Controle do peso, atividade física regular, fisioterapia e tratamento adequado de lesões continuam sendo a base para prevenir a artrose precoce em mulheres.
Entre os avanços, os ortobiológicos, como PRP e SVF, podem melhorar dor e função em muitos pacientes, sempre com indicação individualizada. Nas palavras do especialista: “Mais do que tratar a dor, o objetivo atual é preservar a articulação pelo maior tempo possível”.

➡︎ Como otimizar a infiltração com ortobiológicos?

Conclusão: artrose precoce em mulheres exige diagnóstico antecipado


A artrose precoce em mulheres resulta da interação entre queda estrogênica, inflamação metabólica e perda de massa muscular. Reconhecer esses fatores permite intervir antes que a doença limite a autonomia da paciente. Como destaca o Dr. Lucas Leite, dor persistente antes dos 50 anos não deve ser considerada normal.


Leia também nosso artigo “Lesões esportivas: como acelerar a recuperação de atletas?”.

Tópicos

artroseartrose precoce em mulheresartrose em mulheresone stepmenopausaalterações hormonaisobesidadeperda muscular