O impacto das feridas crônicas no pé diabético
A úlcera de pé diabético não é apenas uma complicação local. Afinal, trata-se de um marcador de risco sistêmico com alta taxa de mortalidade, recorrência e impacto severo na qualidade de vida dos pacientes afetados.
A fisiopatologia dessas feridas envolve um ambiente inflamatório cronificado, baixa angiogênese e comprometimento progressivo da vascularização periférica. São fatores que, em conjunto, bloqueiam a cicatrização natural.
Estima-se que as feridas crônicas decorrentes do diabetes estejam entre as principais causas de amputação não traumática no mundo.
Por que as terapias convencionais têm limitações?
Desbridamento, curativos avançados, Plasma Rico em Plaquetas (PRP) e até células da medula óssea (BMA) apresentam resultados variáveis em casos graves. Por exemplo, o PRP tende a oferecer um efeito superficial insuficiente para reverter quadros avançados de úlcera de pé diabético. O BMA, por sua vez, ainda apresenta evidências inconclusivas para feridas complexas.
Nesse cenário, a One STEP® se diferencia por ser o único método de transplante celular autorizado pela ANVISA.
Medicina regenerativa com células mesenquimais: o que as evidências mostram?
Um estudo publicado na Revista de Angiologia e de Cirurgia Vascular* avaliou o uso de células-tronco mesenquimais (MSCs) derivadas da fração vascular estromal (SVF) do tecido adiposo como tratamento adjuvante em pacientes diabéticos com feridas vasculares crônicas e alto risco de amputação.
Os resultados foram expressivos:
- 0% de amputação maior em um período de acompanhamento de 8 meses (frente a uma taxa esperada de aproximadamente 25% na literatura);
- 71% de cicatrização completa entre os pacientes tratados;
- Melhora visível já nos primeiros 7 dias, com formação de tecido, de granulação e angiogênese ativa.
O mecanismo central dessa resposta está na capacidade das MSCs de secretar fatores de crescimento como VEGF, FGF e PDGF, promovendo a formação de novos vasos, restaurando a perfusão tecidual e corrigindo o bloqueio metabólico característico das feridas crônicas no pé diabético.
Quando considerar a terapia regenerativa?
A terapia regenerativa pode ser considerada como uma alternativa para pacientes com úlcera de pé diabético com baixa resposta às terapias convencionais após 4 a 6 semanas, risco iminente de amputação maior documentado, comprometimento vascular periférico sem opção cirúrgica de revascularização e feridas com tecido de granulação insuficiente ou necrose recorrente. Nesses cenários, o atraso na reavaliação da estratégia pode aumentar o risco de perda do membro.
One STEP® e o comprimento de luz LifeLight
A técnica One STEP® é um dos protocolos mais avançados dentro da medicina regenerativa aplicada a feridas complexas. Por meio da LifeLight, um comprimento de onda específico que preserva a viabilidade das células mesenquimais durante a coleta, o método permite a obtenção de material biológico de alta qualidade derivado do tecido adiposo do próprio paciente.
O procedimento é realizado em sessão única, sem necessidade de laboratório especializado. Após a coleta do tecido adiposo por lipoaspiração, o material é processado em centro cirúrgico por meio do protocolo One STEP®, que combina o comprimento de luz específico LifeLight e centrifugação para obter a Fração Vascular Estromal (SVF), preservando o chamado “coquetel regenerativo" completo da SVF (Stromal Vascular Fraction).
Casos publicados com a One STEP® demonstram evidências de regeneração profunda, reperfusão tecidual e prevenção de amputação em pacientes com pé diabético grave.
Participe da habilitação na técnica One STEP® e integre a medicina regenerativa ao manejo do pé diabético de seus pacientes!
Referência: Estudo “Terapia com células-tronco mesenquimais derivadas da fração vascular estromal do tecido adiposo como tratamento adjuvante em feridas vasculares crônicas”, publicado na Revista de Angiologia e de Cirurgia Vascular (nº 02/2021)
