O cenário atual no futebol brasileiro
Certamente, as contusões musculares lideram as estatísticas entre as lesões esportivas mais frequentes no futebol. Estiramentos nos isquiotibiais, quadríceps e panturrilha ocorrem principalmente devido aos movimentos explosivos, mudanças bruscas de direção e sobrecarga durante as competições. A classificação dessas lesões em graus determina o tempo de afastamento: desde uma semana para edemas leves até períodos indefinidos em rupturas completas.
Além das musculares, as lesões esportivas que acometem estruturas articulares merecem atenção especial. Conforme o fisioterapeuta Antônio Curvêlo, o rompimento do ligamento cruzado anterior permanece como uma das mais temidas, exigindo reconstrução cirúrgica e afastamento mínimo de 9 meses. Problemas meniscais, entorses de tornozelo e lesões de cartilagem completam o quadro complexo que ortopedistas enfrentam rotineiramente.
Fatores que prolongam o tempo de recuperação
O retorno seguro às atividades depende não apenas da cicatrização tecidual, mas também da restauração completa da função muscular, propriocepção e equilíbrio biomecânico. Lesões esportivas que envolvem cartilagem apresentam prognóstico mais reservado devido à vascularização limitada desse tecido, comprometendo sua capacidade regenerativa natural.
Ademais, a fadiga acumulada ao longo das temporadas e o desequilíbrio muscular após períodos de inatividade aumentam significativamente os índices de reincidência. Geralmente, o primeiro ano pós-cirúrgico é crítico, com risco elevado de novas contusões. Essa realidade reforça a necessidade de abordagens terapêuticas que acelerem a reparação tecidual e melhorem os resultados funcionais.
O papel da Medicina Regenerativa
Diante desse cenário, a Medicina Regenerativa emerge como alternativa promissora. Para exemplificar, o São Paulo Futebol Clube tornou-se pioneiro no Brasil ao implementar um protocolo diferenciado e que tem como base a terapia celular para tratamento de lesões esportivas em seus atletas. A iniciativa estabelece um ambulatório dedicado à medicina regenerativa e reparativa, disponível desde as categorias de base até o elenco profissional.
A técnica adotada pelo clube é a One STEP®, que utiliza a fração vascular estromal obtida do tecido adiposo dos próprios atletas. Essa fração contém células progenitoras e mediadoras com capacidade de modular processos inflamatórios, estimular a reparação tecidual e favorecer a neovascularização. O procedimento envolve coleta minimamente invasiva assistida por um comprimento de luz específico (LifeLight), processamento em centrífuga e aplicação direta no local da lesão.
Outros usos da One STEP® na prática ortopédica
Além das aplicações em lesões esportivas agudas, a terapia celular oferece vantagens promissoras no manejo de condições crônicas. Pacientes com osteoartrite experimentam redução das dores articulares, enquanto lesões na coluna vertebral podem ser tratadas com maior segurança através da aplicação de material autólogo.
Para médicos especializados em medicina esportiva, dominar essa técnica representa diferencial competitivo importante e capacidade de oferecer tratamentos alinhados com as práticas internacionais mais avançadas.
Dessa maneira, os ortopedistas interessados em incorporar essa abordagem à prática clínica podem recorrer a uma oportunidade estruturada de capacitação: o One STEP Day. Tal imersão completa combina fundamentação teórica sólida com treinamento prático, permitindo que os médicos dominem todos os aspectos técnicos do procedimento.
É ortopedista? Saiba mais sobre o One STEP Day e junte-se aos especialistas que já dominam a técnica!
