Terapias celulares e biomateriais na ortopedia: quando utilizar cada abordagem?
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Ortopedia

Terapias celulares e biomateriais na ortopedia: quando utilizar cada abordagem?

O que o meio científico discute sobre terapias celulares?



As terapias celulares na ortopedia e os biomateriais desempenham papéis distintos ao longo da jornada do paciente. Enquanto as primeiras buscam preservar a articulação e reduzir a dor, os biomateriais podem auxiliar quando o procedimento cirúrgico já está indicado, especialmente em situações de reconstrução óssea ou manejo da infecção.

Uma revisão sistemática com metanálise publicada recentemente, intitulada “Mesenchymal stem cell-based therapy for osteoarthritis: a systematic review and meta-analysis of clinical outcomes and functional recovery”, analisou 11 ensaios clínicos randomizados sobre o uso de células-tronco mesenquimais em pacientes com osteoartrose. Os resultados indicaram redução estatisticamente significativa da dor e melhora funcional, com efeitos mais expressivos em 24 meses de acompanhamento. Isso sugere um mecanismo de ação que vai além do alívio sintomático transitório, atuando na modulação da inflamação articular.

Esses dados sustentam o interesse crescente pelas terapias celulares como estratégia conservadora para pacientes com osteoartrose, com potencial para aliviar sintomas, melhorar a função articular e adiar a necessidade da artroplastia em casos selecionados. Quando a cirurgia passa a ser indicada, biomateriais podem contribuir para o manejo de desafios específicos do procedimento.

Fração vascular estromal e tecido adiposo autólogo



Outro pilar científico relevante vem do artigo “Stromal vascular fraction: A regenerative reality? Part 1”, que descreve a fração vascular estromal como uma mistura heterogênea de células, incluindo células-tronco mesenquimais, precursoras endoteliais e macrófagos, obtida a partir do tecido adiposo autólogo.

Entretanto, a etapa de coleta do tecido adiposo é determinante para preservar a viabilidade celular e favorecer o potencial terapêutico da fração vascular estromal.

Métodos convencionais, que utilizam energia térmica ou mecânica, tendem a comprometer a integridade celular. Nesse contexto, o comprimento de luz LifeLight, exclusivo da técnica One STEP®, preserva adipócitos e células-tronco com viabilidade celular de até 98%, favorecendo a preservação tecidual e resultados regenerativos mais consistentes. Sem dúvida, trata-se de um diferencial relevante para quem busca ortobiológicos com maior previsibilidade.

O papel dos biomateriais na ortopedia quando a artroplastia é indicada



Os biomateriais na ortopedia passam a desempenhar um papel importante quando o tratamento conservador já não é suficiente e a artroplastia se torna necessária. Nessas situações, eles podem contribuir para o manejo de casos complexos durante o procedimento cirúrgico.

Nas artroplastias de quadril com falhas ósseas decorrentes de soltura protética, o VitaGraft atua como reconstrutor ósseo (nunca como substituto do cimento ou do implante), oferecendo resistência estrutural temporária e ação osteocondutora.

Já em cirurgias de osteotomia no joelho, a versão em cunha do VitaGraft auxilia no preenchimento do espaço triangular gerado pela correção do alinhamento, sendo relevante também na artroplastia de joelho associada a deformidades.

Para cenários com infecção óssea instalada ou alto risco infeccioso, o Biossilex se destaca como biovidro bacteriostático, com propriedade osteoindutora e ação inibitória sobre patógenos comuns em infecções ósseas.


Deseja entender como aplicar ortobiológicos de forma prática e ambulatorial, otimizando resultados e reduzindo custos operacionais? Leia também nosso artigo “Como otimizar a infiltração com ortobiológicos?”.

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